ESTABELECER E PROTEGER A LIGHTPATH EM REDES ÓPTICAS
Estabelecer e proteger a Lightpath em Redes Ópticas é um assunto extremamente pertinente e importante para empresas de telecomunicações. Por isso, vamos debater sobre o tema, dar dicas e tirar dúvidas.
A infraestrutura para a próxima geração de internet está garantida! Principalmente porque a tecnologia inserida nas redes ópticas e, consequentemente, em suas ondas, torna isso possível.
Portanto, tal constituição é feita da seguinte forma:
- Canais de comprimento de ondas levam a luz do “ponto A” para o “ponto B”;
- O IP é transportado em roteamento de pacotes, por protocolos múltiplos ou generalizados.
Havendo falha em algum componente na rede e “desvio” no caminho, há protocolos de restauração (que levam tempo demais para atualização da tabela de roteamento). Outros ainda, como, fornecidos pela camada de rede óptica, diminuem esta espera consideravelmente.
Por isso, em rede óptica de operadora, a proteção é planejada já no desenho dos caminhos de luz, e não deixada só para a camada IP. (Revisado em 02/11/2026: tiramos uma frase que mandava o leitor “adquirir uma internet de alta velocidade” — sem relação com a proteção de caminhos ópticos — e reescrevemos os métodos de proteção e o termo QoS abaixo.)
MÉTODOS DE PROTEÇÃO
Outros caminhos de backup designados à topologia lógica para proteção de dados são: os dedicados e os compartilhados.
Na proteção dedicada, cada caminho principal tem o seu próprio caminho reserva, por rota física diferente (como no esquema 1+1, em que o sinal vai pelos dois ao mesmo tempo e a ponta de chegada escolhe o melhor). Na proteção compartilhada, vários caminhos principais dividem a mesma reserva — o que só é seguro se esses caminhos principais não passarem pelas mesmas fibras, para não caírem juntos. A dedicada recupera mais rápido; a compartilhada gasta menos capacidade.
Estes métodos servirão para configurar backups e incorporar caminhos primários junto às topologias lógicas.
Rumando agora para a inserção de tecnologia óptica aplicada à Internet, sabemos que o método de provisionamento de rede (utilizado em redes de telefonia tradicionais) está fortemente estabelecido e segue da seguinte maneira:
- Define-se a probabilidade do bloqueio da chamada;
- Determina-se o número de linhas para atendimento do requisito;
- Mede-se a carga de tráfego esporadicamente;
- Caso seja viável, aumenta-se a capacidade do link para que o tráfego seja suportado.
Assim, a rede projetada terá um excelente feedback. E os fundamentos deste ciclo positivo incluem:
- Teoria fortemente estabelecida;
- A capacidade de provisionamento se baseará não só nas demandas, mas nas experiências e estatísticas já revisadas anteriormente;
- Os usuários também são peças fundamentais, pois a qualidade dos serviços passa por eles, sempre;
- O próprio provedor tem a possibilidade de monitorar a quantidade de chamadas feitas e bloqueadas.
Em contrapartida com as redes telefônicas, um provisionamento referente à Internet não está bem estabelecido. Tudo isso devido a obstáculos como:
- Aumento enorme de tráfego, impossibilitando a previsão destes números no futuro;
- Se existe uma fórmula de perda em redes de telefonia, não podemos dizer o mesmo para a Internet;
- O provedor não consegue prever a QoS (qualidade de serviço), pois tais estatísticas são referenciadas baseadas em pacotes de tráfego.
Muito provavelmente você já deve ter ouvido falar sobre a teoria de enfileiramento. E ela mostra todo processo de atraso dos pacotes e as possíveis perdas que dizem respeito ao roteador (que é componente de qualidade de serviços notado pelo usuário, enquanto navega).
Se houver atraso/enfileiramento, o controle de congestionamento dinâmico do TCP poderá sofrer alterações.
Já sabemos que o projeto estático de carga de tráfego caiu em desuso. Para substitui-la a rede óptica conta com um loop de feedback por meio de roteamento de comprimento de onda.
Quando o QoS é notado pela medição de tráfego e o resultado é insatisfatório para o cliente, alterações no comprimento da onda para aumento de banda larga são feitos para cada solicitação. Desta forma, os caminhos de luz tendem a se encaminharem para seus respectivos endereços.
Outra adição à topologia lógica é a abordagem centralizada. E mesmo que esta tenha dificuldades quando a banda é expandida, precisa-se dela para estabelecer diversos números de comprimentos de ondas.
TOPOLOGIA LÓGICA INCREMENTAL
O esquema que apresentaremos aqui para configuração de lightpath e backup consiste em três fases:
- Fase Inicial: com demanda de tráfego desconhecida, lidamos com rede óptica configurada para caminhos de luz de backup e primários. Lembre-se de utilizar estatísticas para estabelecer uma demanda mínima;
- Fase Incremental: há reconfiguração da topologia lógica por dois motivos principais: a utilização de tráfego ou o cálculo incorreto na demanda mínima. E mesmo que haja reconfiguração nos caminhos de luz, corre-se o risco de subutilização se comparada a abordagem estática;
- Fase de Reajuste: como o próprio nome sugere, cabe um reajuste nestes caminhos de luz para que as redes ópticas possam continuar funcionando.
QUALIDADE DO SERVIÇO (QoS)
Há anos trabalha-se para melhorar as garantias de QoS e outras arquiteturas que garantam melhor fluxo e diferenciação por classe.
Outra discussão pertinente vai para a questão de pequenas modificações em estruturas de topologia lógica.
REDES ÓPTICAS CONFIÁVEIS
A partir de agora abordaremos o dimensionamento de redes ópticas confiáveis, que se apresentam nas fases iniciais do processo e podem ser incrementais ou de reajuste.
Neste instante precisamos configurar os já mencionados lightpaths primários e de backup. Diversos métodos poderão ser aplicados para que amplie-se os comprimentos das ondas e, consequentemente, do tráfego.
E quando o design de topologia lógica está focado em aumentar este comprimento, ele funcionará da seguinte forma:
- Verifique se há fibras entre dois nós. Se sim, insira uma conexão lightpath diretamente entre eles;
- Esta colocação deve ser feita em forma decrescente das demandas de tráfego;
- Os caminhos de luz serão inseridos aleatoriamente se ainda notar comprimento de onda livre.
A fase incremental e outros temas serão abordados em breve! Aguarde.
E você, acha importante estabelecer e proteger a Lightpath em Redes Ópticas? Qualquer dúvida ou sugestão entre em contato por email ou por nossas redes sociais. Será um prazer atende-lo.
Fonte: OPTICAL NETWORKING BEST PRACTICES HANDBOOK
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